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Entrevista com Novo Presidente da Câmara, Erádio Gonçalves
Qui, 01 de Janeiro de 2015 16:08

Aos 62 anos de idade, Erádio Manoel Gonçalves (PSD), que está no terceiro mandato como vereador, assume pela primeira vez a presidência da Câmara Municipal de Florianópolis, a principal função de sua trajetória profissional e política. Os desafios, expectativas e como deve ser a gestão do novo presidente do Legislativo da Capital você confere na entrevista a seguir:

- Presidente, o senhor foi eleito em três mandatos como vereador da Capital. E agora assume pela primeira vez a presidência da Câmara. O que isso representa na sua trajetória profissional e política?

Presidente Erádio: Eu fui eleito pelo trabalho comunitário e estou há três mandatos. A gente está há muitos anos na política baseado no trabalho comunitário. Antes de ser candidato, durante uns 20 anos, trabalhei pelas comunidades, principalmente pelo sul da Ilha. Este momento é muito importante, traz muita alegria, muita satisfação, e é um estímulo a mais para continuar lutando para que a minha cidade seja cada vez melhor.

- O senhor é de Garopaba, no sul de Santa Catarina, como é sair do interior e hoje assumir um cargo tão importante na Capital do Estado?

Presidente Erádio: Eu nasci em Garopaba, uma cidade bastante humilde, e sempre tive uma vida bastante humilde. Eu vim pra Florianópolis quando passei no primeiro vestibular na Universidade Federal de Santa Catarina. Aqui sempre morei na Costeira do Pirajubaé, caminhei muitas vezes a pé para chegar ao centro, para chegar à universidade. Trabalhava, na Prefeitura, lecionando Matemática. Foi uma vida difícil, complicada, mas eu sempre gostei mesmo de fazer política. Na Costeira, eu criei o Mobral naquela época e fui conhecendo melhor a comunidade, fui ajudando outros políticos como o vereador que já faleceu Michel Kouri, e na sequência, resolvi entrar para a vida pública. Fui candidato e me elegi com 2.323 votos. Esse trabalho de buscar sempre o melhor pelas comunidades continua firme até hoje.

- Quem assume a Presidência da Câmara é automaticamente o vice-prefeito de Florianópolis. Como é ter essa dupla tarefa: de comandar o Legislativo e, na ausência do prefeito, comandar também a Prefeitura da Capital?

Presidente Erádio: é um momento muito oportuno. A primeira missão de cada um de nós como vereador é fazer um bom trabalho pela cidade. A segunda tarefa é ser presidente desta Casa, que é uma grande responsabilidade. Mas maior ainda é quando você é presidente e assume como vice-prefeito, já que nosso ex-vice-prefeito, João Amin, assumiu como deputado estadual. Estou à disposição do prefeito, pois acredito que a gente tem que buscar o melhor para a cidade, independente dos Poderes. Eu tenho muita esperança de assumir a Prefeitura de Florianópolis em algum momento.

- Falando da gestão da Câmara, o senhor enfrenta desafios. Fala um pouco do quadro e quais as medidas que o presidente vai tomar a partir de agora?

Presidente Erádio: a saúde financeira da Câmara não está bem. Nós temos que tomar providências neste momento, uma delas é fazer uma revisão nos contratos administrativos que a Casa têm. Outro ponto é que nossa folha de pagamento chega a quase 80%, sendo que só em relação ao funcionário efetivo já ultrapassa o limite permitido. Então, foi necessário tomar medidas imediatas. Como, por exemplo, cortar funções gratificadas que atualmente são 73 servidores, além de diminuir de 27 para 14 as gratificações dos servidores que trabalham nas sessões em Plenário e reduzir a partir de fevereiro o valor da gratificação em 35%, de R$ 1.099,00 para R$714,00 reais. Outras providências foram a exoneração dos cargos ligados à Mesa Diretora no mês de janeiro e férias coletivas para todos os funcionários. Enfim, temos tomado providências importantes para que em 2016 a Casa esteja melhor que agora, trabalhando com eficiência e qualidade, e dentro das condições de pagamento."

Presidente, quais os desafios da Câmara para este ano. Quais projetos devem ser apreciados pelos vereadores em 2015?

Presidente Erádio: Nós temos o Plano Diretor que é preciso ser concretizado. Temos ainda os banheiros da cidade. Eu ouvi esses dias na televisão uma reclamação de uma senhora perguntando o motivo do projeto dos banheiros ainda não ter sido aprovado. É uma matéria que está na Casa, passando pelas Comissões e eu acredito que devemos rever, atualizar e votar este projeto o quanto antes para que ele seja implantado em breve na cidade. Um outro projeto de suma importância diz respeito ao IPTU, tomando como base a decisão do Tribunal de Justiça, para verificar que providência a gente deve tomar no futuro.

- Quais as necessidades que são mais urgentes para Florianópolis e como o Legislativo pode contribuir para sanar estas deficiências?

Presidente Erádio: Nós temos que buscar sempre o melhor pela cidade. Não podemos deixar conflitos internos prejudicarem o Município. Eu como presidente vou tentar acabar com isso, buscando sempre aquilo que é o melhor para o desenvolvimento da cidade e qualidade de vida da população. O sul da Ilha, por exemplo, é necessário fazer urgentemente o Elevado do Rio Tavares. A SC 403 também precisa ser concluída. Enfim, a cidade não precisa de obras grandiosas, mas sim de obras pequenas que beneficiem as comunidades. Também é preciso continuar melhorando a educação. Nós temos mais de duas mil crianças esperando vagas nas creches. A saúde também precisa ser aprimorada. Vamos unir o Legislativo e Executivo para fazer a cidade cada vez melhor.

- Como o senhor imagina o diálogo com o prefeito César Souza Junior e também com o governador Raimundo Colombo, afinal Florianópolis é a Capital do Estado e várias obras dependem do governo estadual?

Presidente Erádio: Nós vamos visitar todos os poderes neste início de ano, vamos ao Centro Administrativo, à Prefeitura, ao Tribunal de Contas, Tribunal de Justiça e a vários outros órgãos. A Câmara tem que ser parceira do governo do Estado e todas as boas ações o Legislativo Municipal deve estar à disposição para dialogar e para chegar ao melhor para Florianópolis.

- Presidente, quais as marcas que o senhor pretende deixar no Legislativo Municipal nesses dois próximos anos?

Presidente Erádio: Eu sempre fui um homem muito preocupado com a coisa pública. Eu quero entrar pela porta da frente e daqui dois anos sair de cabeça erguida também pela porta da frente. Quero deixar esta Casa bem melhor do que estou pegando. A Lei de Responsabilidade Fiscal determina que 70% do recurso, no máximo, seja destinado para folha de pagamento e 30% para custeio. Eu quero deixar esta folha de pagamento menos de 70%, o que hoje passa deste limite. Então, queremos gradativamente ir reduzindo isso para deixar a Câmara melhor. Esse ano é acertar as dívidas, colocar a Casa em ordem e a partir de 2016 conseguir implantar alguns novos projetos como a TV Câmara em canal aberto e a criação da Escola do Legislativo.

 

 

 

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