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Câmara homenageia Polícia Militar Feminina
Ter, 26 de Agosto de 2014 19:08

A Câmara Municipal de Florianópolis realizou nesta terça-feira, 26 de agosto, durante o grande expediente da Sessão Ordinária, Homenagem aos 31 anos de criação da Polícia Militar Feminina do Estado de Santa Catarina, que contemplou as profissionais do 4º Batalhão, 21º Batalhão, 22º Batalhão e a Polícia Militar do Estado de Santa Catarina, atendendo a requerimento do vereador César Faria (PSD).

A primeira Polícia Feminina do Brasil foi instituída em 1955, em São Paulo, no governo de Jânio Quadros. Em Santa Catarina, a Polícia Feminina foi criada em 1983 pela lei nº 6.209. Em 20 de junho do mesmo ano deu-se início ao 1º Curso de Sargentos Femininos com 31 alunas. Nos primeiros anos, a mulher policial atuava somente na Capital. Foi somente em 1988 que os quadros feminino e masculino foram unificados e as tarefas começaram a ser realizadas sem distinção de gênero, derrubando assim a discriminação e a desigualdade que ainda existia. 

O proponente da homenagem, vereador César Faria (PSD), destacou a competência e o profissionalismo que fizeram as mulheres conquistarem seus espaços em todas as áreas do mercado de trabalho e parabenizou as policiais pela garra dedicada a serviço de todos os cidadãos. "Mulheres policiais, mães, trabalhadoras que servem com coragem e bravura à nação e, em especial, à nossa terra. A imagem feminina faz, sem dúvida, transparecer um lado mais humano e igualitário da corporação."

A tenente-coronel Claudete Lehmkuhl, chefe do Centro de Comunicação Social da Polícia Militar de Santa Catarina, que é uma das três primeiras e a mais antiga policial militar na ativa, lembrou das dificuldades que as mulheres enfrentaram quando ingressaram na corporação e dos desafios superados.

"Entramos em uma corporação com 150 anos de história. Cursamos os mesmos cursos, fomos aprovadas nas mesmas provas, mas não tínhamos a mesma valorização dos homens. Ao longo do tempo, conquistamos muito, como deixar o cabelo crescer e usar calça comprida, pois antes só podíamos usar saias. Fomos em busca de soluções para uma sociedade mais justa, inclusiva e segura."

Mas, a tenente coronel ressaltou alguns aspectos que ainda demonstram a desigualdade entre homens e mulheres. "Apesar das conquistas, ainda há questões a serem debatidas. Hoje, por exemplo, apenas 6% das vagas em concursos para a Polícia Militar de Santa Catarina são destinadas a mulheres." E finalizou acrescentando o orgulho de ser uma policial. "Ser uma Polícia Militar Feminina representa uma grande honra, a de pertencer a uma instituição de grandes valores, que tem a missão de proteger o cidadão, mesmo com o risco da própria vida."

 

 

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